Juiz Supremo


Diante do Supremo Juiz

Imagine-se em um tribunal diante de um juiz, cuja decisão pode significar a sua liberdade ou a sua prisão perpétua! Você é réu de uma dívida durante todo o tempo de vida terrena.

A má notícia é de que todos os homens são pecadores - inclusive você - e estarão no Tribunal de Deus, diante do Supremo Juiz para responder pela culpa. Os que forem condenados terão uma prisão perpétua no inferno, sofrendo os horrores e tormentos durante toda a eternidade.

Mas há uma boa notícia, a de que Deus pode justificar ou declarar justo o pecador arrependido, dando-lhe liberdade e a vida eterna, fundamentado no sacrifício de Jesus Cristo na cruz.

A justificação é um ato legal, forense e judicial de Deus. É um ato feito no Tribunal de Deus e não em nosso coração. Ou seja, é realizado fora de nós, e não, em nós, no céu, e não, na terra. Nesse ato espontâneo, Deus declara sem culpa, regenerado, restaurado pela Sua graça e livre da condenação o pecador arrependido. Tudo isso tem por base o sacrifício expiatório de Cristo, mediante nossa fé. E tudo isso é fruto da graça de Deus, porque provém exclusivamente dEle.

Pode-se dizer que a justificação está estreitamente relacionada com três princípios da Reforma: “sola gratia”, “sola fide” e “solus Christus”. Porque é só pela graça de Deus o pecador é declarado justo, somente por meio da fé, e somente por causa de Cristo. Assim, a fonte da justificação é a graça de Deus, o fundamento da justificação é a obra de Cristo e o meio da justificação é a fé.

A JUSTIFICAÇÃO PRECEDE A SANTIFICAÇÃO

Isto significa que a justiça do crente é somente uma justiça imputada, atribuída a ele, sem incluir uma transformação moral e espiritual? Não, a justificação é seguida de uma justiça real e efetiva – tão de perto que, se não seguir, a pessoa não está justificada. Mas a justificação em si ainda não se refere a essa mudança. ‘Deus nunca nos torna justos sem antes de nos declarar justos’. Estando justificados pela graça e reconciliados com Deus mediante a fé, com base somente nos méritos de Cristo, estamos capacitados para crescer em santificação (Ef 2:10). Em suma, Deus não somente nos declara justos (justificação), mas posteriormente nos torna justos (santificação).

O ato declaratório de que fomos justificados foi garantida pela ressurreição de Cristo “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” Rm 4:25.

A ressurreição foi simplesmente uma declaração pública que o pagamento das nossas transgressões foi efetuado! Se Jesus estivesse ainda morto, nós não teríamos segurança nenhuma que Ele conseguiu pagar completamente os nossos pecados. Paulo diz na primeira carta aos Coríntios, 15:14 – “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” Ele reafirma no versículo 17, “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”.

A doutrina da justificação é a informação mais importante da Bíblia. Ela abre o caminho para a nossa santificação e glorificação.
Por isso, “Bem-aventurados aqueles cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto.” Sl 32:1; Rm 4:7.

Sola Gratia — Sola Fide — Solus Christus

Fulano de tal

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